Degustação de Chás gourmet e estilo de vida.

 
 

17/02/2011

Algumas degustações Twinings

Meu amigo Dado, também meu principal fornecedor de chás através de suas viagens por aí, trouxe estes chás da Twinings:

O Twinings Green Tea Selection é uma seleção de blends com chá verde, que resultaram nos seguintes sabores: Citrus, Cranberry, Abacaxi e Toranja, Laranja e Flor de Lótus, Maçã e Pêra.

O Twinings African Tunda é a mistura de Rooibos, abacaxi e hibisco, infusão elaborada para a coleção Voyage que inclui o Brazilian Baia, infusão em homenagem ao Brasil, e o Indian Chai, chá em homenagem à Índia.

Todos são em sachês e possuem sabor bem agradável. Em sua elaboração é utilizado somente ingredientes naturais e selecionados, resultando em infusões muito acima da média do mercado de sachês nacional. Faço uma menção em especial aos sabores com frutas cítricas, ficaram bem naturais e saborosos.

08/02/2011

Degustação: Infusão de Goji berry

Esta pequena frutinha (Goji Berry ou Wolfberry) é de origem asiática e ficou popular devido às suas propriedades medicinais (também é uma rica fonte de antioxidantes). Aqui em casa ela se transformou em uma deliciosa infusão, onde enquanto você bebe seu liquor alaranjado, berries entram em sua boca transformando esta infusão em "comestível".


Seu sabor é adocicado, em seu aroma encontramos um leve perfume, lembrando em muito à cenoura (e acompanhamos o chá com um bolo de cenoura!). A minha sugestão é fazer o tisane bem concentrado, com bastante berries para uma xícara. Fica uma delícia, a frutinha é muito saborosa e a apresentação é muito bonita!


Para a infusão, o Goji Berry vem em formato de fruta seca, que pode ser comido puro além de  também ser utilizado como ingrediente culinário. 

Goji Berry... by Yuri Hayashi, on Flickr

02/02/2011

Links interessantes sobre chá

Nas minhas voltas por aí encontrei alguns links bem interessantes para os que gostam de saber mais sobre o mundo dos chás. Abaixo compartilho as descobertas:

Chinese Tea Time by Yuri Hayashi, on Flickr

- Foi inaugurada a primeira escola de chás da América Latina, a Escuela Argentina de Té. É uma notícia muito boa para o desenvolvimento do mercado de chás gourmet pois ajuda na criação de profissionais da área, além de trazer mais informações aos apaixonados pelo tema. Quisera eu, ter tempo e dinheiro para passar alguns meses neste curso do país latino dos alfajores!

- O chá é tão importante para os chineses que até tema de museu ele virou: Conheça o China National Tea Museum. Claro que se você não tem a chance de visitar pessoalmente, pode ver o seu acervo online. Ele inclui peças relacionadas ao chá, vindas de longas Dinastias passadas. Com versão em inglês: http://www.teamuseum.cn/

Agora, a parte mais gostosa do post... finalmente encontrei outras amantes de chás que também possuem blogs (nacionais) sobre o tema!

- Cerimônia do Chá é o site de Erika Kobayashi.  Neste cantinho especial, ela relata suas degustações e reflexões sobre a vida. Muito bonito e inspirador (além da Erika ser um amor!).

- Rota do Chá é o site da Hanny Guimarães. Hanny conta suas experiências no mundo do chá assim como compartilha suas matérias muito bem escritas em outras publicações.

E por enquanto é isso! Até breve!

30/01/2011

Um novo parceirinho!

Meu marido tirou esta foto do mais novo integrante no nosso ranchinho, o Fidel:

Fidel by Claudio Brisighello, on Flickr

Em breve, trarei as aventuras do pequenino que nos acompanha pra cá e para lá nas atividades do dia!

22/01/2011

Cookies de chá verde!

Já havia postado esta receita em meu antigo blog, mas estes cookies da Amai são tão irresistíveis que resolvi postar de novo. E agora, ao invés de cobrir ele por inteiro com açúcar, só estou colocando o açúcar por baixo (gosto de sentir o gosto do Matcha, sem a overdose do açúcar):

Cookie de chá verde by Yuri Hayashi, on Flickr


Cookies de Chá Verde da Amai 
(versão do Chá, Arte e Vida!) 

● Ingredientes:

- 3/4 de xícara de açúcar de confeiteiro
- 150g de manteiga sem sal
- 1 e 3/4 de xícara de farinha de trigo
- 4 gemas de ovos comuns (ou 3 de ovos caipira)
- 2 colheres de sopa de Matcha
- 1 xícara de açúcar granulado ou de confeiteiro (para decorar)

● Instruções:

Em uma tigela misture manualmente o açúcar de confeiteiro com o Matcha. Adicione neste recipiente a manteiga cortada em pedaços e misture com uma pá de pão duro, arrastando a massa para os lados da tigela ou, se você tiver uma batedeira profissional, utilize a espátula para bater a massa. Misture bem até os pedaços da manteiga se diluírem e a cor da massa ficar mais clara e macia. Adicione a farinha e continue misturando. Por fim, adicione as gemas e misture-as até serem totalmente incorporadas e uma massa íntegra se formar. Cubra a tigela com plástico de cozinha e leve à geladeira até a massa ficar firme (aproximadamente 30 minutos).

Retire a massa da geladeira e abra em uma superfície com pouca farinha polvilhada. Deixe a massa com a altura entre 1cm - 1,5cm. Corte as bolachas com o cortador e coloque-as em um recipiente com o açúcar para decoração, cobrindo a bolacha por completo.

Pré-aqueça o forno em 180°C.

Coloque as bolachas na assadeira untada (ou com silpat) e asse por 12 minutos ou até que elas fiquem levemente douradas nas bordas. Quanto mais novo e de boa qualidade o seu Matcha for, mais verde ele ficará depois de assado.

Uma vez assadas, as bolachas devem ser guardadas em pote fechado e escuro. A exposição à luz causa o seu desbotamento.

● Rendimento: 25 bolachas


Cookie de chá verde by Yuri Hayashi, on Flickr

Como vocês podem ver, encontrei o Matcha, finalmente. Em uma das pequenas vendinhas da Liberdade (SP) o dito cujo se escondia. Mas o preço foi de assustar, R$12. Geralmente, eu pagava a metade, mas faz tanto tempo (e os preços nunca são os mesmos depois de tanto tempo)...

Estes Cookies de Chá Verde foram acompanhados por um Chá Verde com Jasmim, que complementa o sabor do chá e quebra seu suave adocicado, tudo ao mesmo tempo. Um verdadeiro deleite!

16/01/2011

280 Dias - Plantando a Camellia sinensis 6

Já se passaram mais de dois meses desde a última foto e aqui estou eu novamente com as minhas Camellia sinensis! Este começo de ano chuvoso, com clima úmido, colaborou no crescimento das pequenas e algumas das mudas estão, em média, com 24 centímentros de altura.

O tamanho ideal para o plantio desta muda no chão é de meio metro, mas como elas estão indo tão bem e o nosso berçário de mudas estava cheio, decidi plantar as mudas maiores já no meu canteiro de chás. Na foto acima, no meio, vocês podem ver umas das mudas grandes já plantada (e essa tem madrinha, a minha querida amiga Aline!).

Estou finalmente dando o formato final para meu canteiro de chás, e assim que ele ficar mais completo, tiro uma foto!

Queria aproveitar este post e avisar que eu não vendo mudas ou sementes da Camellia sinensis. Tenho recebido muitos contatos de pessoas procurando pela planta, mas infelizmente, não tenho como ajudá-los. As minhas sementes são importadas e o seu plantio é apenas um hobby, não comercializo nada do que planto aqui - também não possuo sementes, as poucas que possuía, viraram essas mudinhas e até onde sei, só terei minhas próprias sementes daqui uma década.

15/01/2011

Começando o ano bem devagar, devagarinho...

Este começo de ano está indo no melhor do estilo slow. Muita gente nos visitando, muita chuva e pouca coisa a ser feita devido ao tempo, a não ser comer e jogar papo fora. Se tivesse um solzinho então, eu estaria lagarteando, literalmente.

Lagartinho by Yuri Hayashi, on Flickr

Estou cheia de coisas legais para postar, e logo logo pego o ritmo de novo.
Até breve!

02/01/2011

"Wa Kei Sei Jaku" para 2011

Para começar o ano de 2011, deixo esta poesia feita por Melissa Huff, baseada nos princípios do Chadô, o Caminho do Chá, que foram deixados pelo mestre de chás Sen Rikyu. Wa Kei Sei Jaku (Harmonia Respeito Pureza Tranquilidade) são princípios a serem lembrados e levados em nosso dia-a-dia:

Wa Kei Sei Jaku


Chadô, o Caminho do Chá
Wa Kei Sei Jaku
Harmonia Respeito Pureza Tranquilidade

Harmonia

Entre nós e a natureza,
entre todos os diferentes aspectos do nosso ambiente,
entre as estações do ano e o ambiente criado pelo homem,
entre nós e outras pessoas.

Harmonia não significa que tudo se torna parecido.
O objetivo é alcançar uma relação equilibrada,
não entre as coisas que são idênticas,
mas entre as coisas que são complementares.

Harmonia com contraste,
como a tinta preta das palavras,
e o espaço no papel branco.

Harmonia tece todas as coisas em uma intrincada,
ainda que simples, teia.

Respeito

Para o momento,
por cada pessoa,
com o tempo,
para nós,
com os objetos que usamos,
pela natureza.

Respeito poderia ser definido como o ato de dar uma atenção especial,
ao destinatário.
Em um ato de respeito, demonstramos nosso entendimento,
da interconexão de todas as coisas.
Mostrando respeito entendemos ainda melhor,
porque isso é valorizado.

Pureza

Da mente...
Como a nascente limpa.
De intenção...
todas as coisas desnecessárias foram varridas para fora?
De ação...
a qualquer momento,
nós devemos ser completamente focados na ação do momento.
De visão...
Eu vejo meu objetivo com clareza?

Ser puro é não possuir nada que não nos pertença propriamente;
assim não seremos arrastados para baixo nem ficaremos distraídos,
por aquilo que contribui em nada para o bem de todos.

Tranquilidade

O estado do ser, livre da agitação da mente e do espírito.

Se estamos em harmonia com as coisas ao nosso redor,
e se respeitamos o momento e o que ele nos traz,
então nós podemos alcançar a pureza da mente,
propósito e ação,
e, portanto, carregamos conosco um estado de tranquilidade.

Tranquilidade através da prática de
Harmonia,
Respeito,
e Pureza,
cabe a nós escolher,
e criar dentro de nós mesmos.

por Melissa Huff (tradução livre pelo Chá, Arte e Vida!)

Entenda melhor os conceitos dos princípios do Chadô neste texto publicado no site chanoyu.com:

Wa (harmonia) é uma máxima para os seres humanos. É a interação positiva entre o anfitrião e o convidado em uma cerimônia de chá ou entre as pessoas em qualquer situação de vida. O chá é a partilha entre o anfitrião e o convidado e não é uma atividade solitária. A Harmonia se estende na natureza também, e em objetos tangíveis, tais como utensílios de chá, utensílios do dia-a-dia e a própria vida. A verdadeira harmonia traz a paz.

Kei (respeito) é a capacidade de compreender e aceitar os outros, até mesmo aqueles com quem discordamos. Quando somos gentis com os outros, e humildes, podemos receber respeito. No chá o anfitrião pensa nos convidados e os convidados, no anfitrião. É esta partilha contínua e a consideração que faz do chá um encontro memorável e bem sucedido. Idealmente, todos são do mesmo nível em um salão de chá. É importante tratar tudo e todos com o mesmo respeito. Trate os utensílios de qualidades diferentes da mesma maneira. O preço de um objeto não deve ditar a forma de como ele é tratado. A extensão de um coração puro com verdadeiro respeito pode ser realizado.

Sei (pureza) é a capacidade de tratar a si e aos outros com um coração puro e aberto. Esta é realmente, a essência da formação do chá. Esta pureza não é de uma limpeza absoluta, mas de um coração puro. Com um coração puro, harmonia e respeito podem ser alcançados. Quando o jardim de chá é limpo, o coração e a alma também são purificados. Quando alguém veste roupas limpas esta pureza também existe. Um coração puro não é vistoso, mas natural. O ideal de pureza de Sen Rikyu era o aspecto natural do jardim depois de limpo, e algumas folhas  caídas de uma árvore sobre o musgo fresco bem cuidado.

Jaku (tranquilidade) é o ponto em sua formação e prática onde um nível de altruísmo é atingido. Enquanto por um lado, ele é o objetivo final, por outro é o início novamente. Um verdadeiro mestre atinge este nível mais elevado e, em seguida, colocando os ideais de harmonia, respeito e pureza em prática, começa novamente com um coração novo e iluminado. Neste ponto, as infinitas possibilidades da vida podem ser realizadas.

E que todos tenham um excelente ano, cheio de  Wa Kei Sei Jaku para todos os momentos!

08/12/2010

Vídeo: "Tea Board of India"

Assista abaixo este belo vídeo, idealizado pela Tea Board of India (instituição governamental que controla a produção de chás do país) e produzido pela Holistic Films, que mostra um pouco da cultura do chá na Índia, as suas belas montanhas (ainda mais belas se você escala como eu!) e seu povo.

04/12/2010

Conhecendo melhor os chás: Chá Branco

Considero o Chá Branco um dos chás mais delicados e especiais que existem. Sua especialidade é traduzida pela parte da planta com a qual o chá é feito, e pelo processo de produção que a Camellia sinensis passa - apesar de ser simples, possui muita doação do Mestre de Chás, que, ao fazê-lo tenta driblar as intempéries do tempo. Vamos conhecer um pouco mais deste chá que há poucos anos atrás era totalmente desconhecido no Ocidente, e que hoje pode ser encontrado em praticamente todo o nosso país.

Plantação de chás, no meio o broto em evidência. Foto: Wikipedia

Origem
O Chá Branco surgiu na China e foi um dos primeiros chás a ser produzido, assim como o chá verde seco ao sol (Há toda uma discussão a respeito de quando um ou outro chá surgiu, e por isso deixarei o mérito da questão para uma próxima oportunidade). Seu terroir é a província de Fujian, em três lugares distintos, Funding, Jianyang e Zhenghe. A importância do lugar no cultivo do chá é a garantia do seu sabor, estilo e tradição, aspecto muito semelhante ao dos vinhos. O Chá Branco desenvolvido em Fujian descende de árvores nativas dessas localidades ( 95% da variedade Da Hao) e somente esses cultivares, derivados da Camellia sinensis var. sinensis, são capazes de, após o seu processamento, revelar a delicada penugem branca que dá o nome ao chá.

Colheita
Originalmente, o Chá Branco era produzido somente com os brotos da planta do chá, sem nenhuma folha, colhidos durante duas semanas no início da Primavera - quando o tempo é favorável e os brotos ainda não se transformaram em folhas adultas.

Processo
Após a colheita, o Chá Branco é seco à sombra durante alguns dias, até semanas, garantindo-lhe a sua característica coloração branca/prateada e a leve oxidação que os Chás Brancos possuem. Apesar de parecer uma operação simples, o Mestre de Chás ou o produtor, tem de ficar atento ao andamento da secagem pois as chuvas e humidade influenciam no resultado final. As folhas ainda podem ganhar formato em um processo manual, antes de serem embaladas.

Características de sabor e coloração
O Chá Branco possui, geralmente, um sabor muito sutil e adocicado, com notas florais, bem delicado, lembrando muitas vezes frutas como melão e pêssego, sem adstringência. A cor final do seu liquor muda para cada tipo de Chá Branco (pode variar de uma coloração clara até a tonalidade de malte).

Tipos de Chá Branco
A popularização do Chá Branco também deve-se ao novo estilo de preparo do mesmo, inovação trazida pelas gerações de produtores de chás. O que antes era um chá que possuía somente os brotos da Camellia sinensis, agora tem adicionado suas primeiras (e até segundas) folhas da planta. Assim, podemos dividir o Chá Branco em dois tipos, o Tradicional e o Moderno.

Chá Branco - Silver needle by Yuri Hayashi, on Flickr
Chá Branco Tradicional: Silver Needle (o Branco mais tradicional, somente os brotos da planta)

- Chá Branco Tradicional
No modo tradicional o chá é preparado somente com os brotos da Camellia sinensis, sem nenhuma folha, colhidos e selecionados no período da Primavera. O resultado é o chá Bai Hao Yin Zhen, ou, em inglês, o nosso conhecido Silver Needle (Agulha Prateada), que possui um alto preço no mercado, justificado pela pureza do material selecionado. 
 
- Chá Branco Moderno
No método moderno é feita uma mistura de brotos com folhas e até mesmo somente o uso das folhas, sem os brotos, vindos da mesma variedade de planta do Silver Needle. Ele passa por praticamente os mesmos processos do Chá Branco Tradicional adicionado de um último, onde as folhas são “assadas”. O resultado é um chá com mais corpo, em cor e sabor, ainda com alguma delicadeza do estilo Tradicional e sua própria personalidade.


Chá Branco - Bai mudan by Yuri Hayashi, on Flickr
Chá BrancoModerno: Bai Mudan (a mistura de brotos e folhas é bem evidente)


Alguns exemplos do estilo Moderno é o famoso Bai Mudan/ Pai Mu Tan (White Peony ou Peônia Branca), Gong Mei (Tribute Eyebrow ou Sobrancelha de Tributo) e o Shou Mei (Long Life Eyebrow ou Sobrancelha da Vida Longa). O chá estilo Bai Mudan é feito com o broto da planta adicionado da sua primeira folha. Já o Gong Mei e Shou Mei são feitos somente com as folhas das plantas, e o termo Sobrancelha faz referência ao seu formato após o processamento.

Chá Branco - Shou mei by Yuri Hayashi, on Flickr
Chá Branco Moderno: Shou Mei (reparem como as folhas possuem a penugem caracterísitca do chá)

Produção de Chá Branco pelo Mundo
Com os tempos modernos, a fabricação do Chá Branco não pertence mais exclusivamente à Província de Fujian, na China. Outros lugares, na própria China, assim como a Índia e o Sul da Ásia estão fabricando suas próprias variedades que já podem ser encontradas no mercado. A mudança de terroir influencia no sabor final do chá, mesmo ele sendo remetido ao processo de fabricação no método original.

Gosto muito do Silver Needle e do processo Tradicional, confesso que possuía até um certo receio com os chás feitos no estilo Moderno, mas hoje percebo que existe espaço para eles já que trazem uma popularização do Chá Branco no mercado, assim como um novo sabor a ser experimentado.

Depois de tantas explicações, só resta degustarmos todos os tipos de Chá Branco para descobrirmos os nossos favoritos (e não esqueça de vir me contar depois)!

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